BRASÍLIA (Reuters) – O ministro-chefe da Casa Civil, Pedro Parente, afirmou nesta terça-feira que o governo federal mantém a meta de disponibilizar todos os seus serviços na Internet até o final do ano na rede chamada “Governo Eletrônico” (e-government).
Uma pesquisa realizada pela consultoria PriceWaterhouseCoopers apontou que 72 por cento dos serviços do governo brasileiro já estão disponíveis na rede, como a solicitação eletrônica de benefícios da Previdência Social, entrega de declarações do imposto de renda e o portal do exportador.
Parente, que participou da abertura do “Fórum Internacional e-Gov 2002” disse ainda que a segunda fase do projeto de colocar serviços públicos na Web vai precisar de mais recursos, mas o ministro não informou o valor dos gastos já realizados e nem a previsão para os próximos investimentos.
Para o ministro, o maior desafio do governo está na universalização dos serviços. Segundo ele, se o acesso à Internet ficar restrito, o atual “analfabetismo digital” implicará em uma exclusão ainda maior dos serviços.
“A reforma do Estado e a boa governança estão relacionadas com o governo eletrônico, com serviços concentrados em infra-estrutura de rede, hardware e software”, disse.
Segundo o ministro, a disponibilidade de serviços em banda larga –tecnologia que permite o acesso rápido à Internet– aumentará a interação entre o governo e a sociedade, também condicionada à universalização dos serviços.
Parente disse ainda que o Brasil está no nível de países como Austrália e Cingapura quando o assunto é governo eletrônico.
O “e-Gov” vai permitir agilidade e desburocratização dos processos dentro do governo federal. A idéia é realizar uma grande rede digital pela qual irão tramitar processos internos, como projetos de lei, portarias e demais instrumentos da administração pública federal.

