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Certifixe na imprensa: pesquisa de nomes

Data de Publicação: 09 set 2003

Gazeta do Povo

Curitiba/PR – 07/09/2003

João e Maria voltam a ser nomes populares

Pesquisa feita em 18 cartórios do Brasil revela os nomes mais escolhidos pelos pais

A simplicidade de nomes como João e Maria volta a conquistar os brasileiros. É o que revela uma pesquisa da empresa paulista Certifixe – à qual são associados cartórios de vários estados do país, incluindo o Paraná. O estudo foi feito a partir da análise de 62.681 nomes cadastrados em 18 cartórios, no período de janeiro de 2002 a julho de 2003. Segundo o levantamento, João e Maria têm sido os nomes mais escolhidos pelos pais na hora de registrar os filhos. Na lista dos dez nomes masculinos e femininos que mais têm se repetido nos registros também figuram outros tipicamente brasileiros.

A notícia é um alívio para quem está cansado dos nomes estrangeiros, como Jennifer e Willian (com suas inúmeras variações de grafia). Esses nomes se tornaram mania e a escolha quase sempre teve como fonte de inspiração enlatados americanos veiculados pela tevê.

O quadro atual de prevalência dos nomes brasileiros e simples não significa que a televisão deixou de influenciar os pais. Prova disso é a grande quantidade de meninas registradas como Cailane – nome de uma personagem da novela Malhação –, com as mais variadas grafias, que podem incluir k, y e letras dobradas.

Nomes considerados esquisitos, impróprios ou que farão com que as pessoas inevitavelmente tenham que soletrá-los não ficam de fora da lista. São os casos de Joelho, Light, Kiss, Raikkonen, Minervina, Andreina, Jefte, Escolástica, Queren, Syagn, Dennygher, Chiara, Marcionilia, Orozimbo, Wdson, Afra, Allanderson, Aneixandre e Anerina. Há também os exemplos de Antoniwellington, Arethuza, Diab, Dirgarlene, Jamphyerre, Karlyswelton, Kelwelyn, Kengo, Leandreson, Macartney, Marqemanuella, Mídia e Thawanderson.

O advogado Manoel de Lacerda, professor de Direito Civil na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC), diz que a base legal para nomes é a Lei de Resgistros Públicos (6.015/73). Há também o Código de Normas da Corregedoria de Justiça, que orienta os cartorários. A única restrição legal é contra aqueles que possam expor a pessoa ao ridículo. Além disso, todo cidadão precisa ter o pré-nome (nome), que indica a identidade do indivíduo, e os apelidos de família (sobrenomes), que fazem referência a sua origem. Se o nome traz problemas à pessoa, ela tem duas alternativas: solicitar a troca até um ano após completar 18 anos, ou, a qualquer tempo, mas neste caso com a necessidade de abertura de um processo judicial.

Quando os pais chegam ao cartório com uma opção que a exponha a criança ao ridículo, o cartorário deve esclarecer que esse nome não é possível. Diante da insistência, o caso deve ser encaminhado ao juiz, que vai autorizar ou não a escolha. No Cartório Cajuru, de Curitiba, funcionários informaram que esse procedimento é obedecido. Segundo eles, hoje, a maioria das pessoas têm preferido dar aos filhos nomes simples, mas sempre aparece alguém com uma opção estranha. Em geral, quando alertada sobre possíveis complicações com o nome, a pessoa normalmente opta por outro, sem a necessidade de se recorrer à Justiça.

Andréa Morais – Gazeta do Povo

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