Softwares para cartórios

CIOs de médias empresas começam a adotar SaaS

Data de Publicação: 24 set 2009

por Scott Campbell, ChannelWeb

Líderes de TI de empresas norte-americanas habituam-se à tecnologia, mas maioria somente para missões não-críticas

Em ritmo lento, claro, mais empresas médias estão abraçando o software como serviço no lugar dos aplicativos tradicionalmente licenciados, segundo diversos CIOs disseram, durante o evento para médias empresas da Everything Channel, neste mês, em Los Angeles (EUA).

Muitos deles afirmaram não estar prontos para eliminar de forma permanente todas as suas licenças tradicionais, ma na atual circunstância econômica, o SaaS aparece como um meio efetivo de manter as mais recentes tecnologias, porém com custo controlado. “Há dois anos, eu achava que o SaaS era a coisa mais estúpida. Mas nós, finalmente, começamos a ver algumas aplicações que fazem sentido”, disse Peter Larsen, gerente de tecnologia da informação da National Frozen Foods.

A empresa está de olho em aplicações SaaS, porque os custos para atualizar sua ferramenta de BI ficarão em US$ 1 milhão, algo que Larsen não pode justificar, já que a ferramenta é pouco utilizada na empresa. “Não vou gastar US$ 1 milhão em uma aplicação para sete pessoas, mas gastarei US$ 50 por mês”, afirmou ele.

Robert Bence, vice-presidente de tecnologia da SouthwestCredit, disse que busca soluções SaaS se não tiverem a ver com o core business da empresa. “Para aplicações commodity, faz sentido. Colocamos nosso antispyware e antivírus na nuvem e procuramos um meio de colocar o e-mail também”.

Mas algumas empresas afirmaram que não estão prontas para decolar no SaaS. “É a palavra da moda. Não estamos olhando para isso agora”, disse Dirk Anderson, vice-presidente de tecnologia da C.R. England.

Russ Tomlinson, gerente de sistemas da informação da Chaparral Energy LLC, afirmou que a seguranca precisa ser reforçada antes que sua empresa migre processos críticos para a nuvem. “Dou três anos para começarmos a olhar para isso. Nosso CEO quer manter tudo in-house e eu concordo. Há muitos lapsos de segurança em ambientes SaaS, hoje”.

Michael Gauthier, diretor de TI da International-Matex Tank Terminals, está rodando SaaS em algumas aplicações não-críticas, mas não está pronto para abraçar o modelo por completo. “Acho que, à medida que o mercado amadurece, nós passemos a considerar o uso da nuvem para outras aplicações. Porém, temos algumas tarefas consideradas críticas, que precisamos manter in-house, para assegurar acesso 24X7. preferimos prover nossa alta disponibilidade por meio de servidores de redundância, se preciso”, disse ele. Confidencialidade também se traduz em outro ponto contra, segundo ele.

Mas mais CIOs presentes no evento pareceram interessados no SaaS, como um meio de economizar dinheiro e se tornar mais eficiente. A Novus International começou sua grande investida em SaaS depois de mandar seu gerente de infraestrutura para o VM World, segundo Dave Ploch, CIO e diretor de TI da St. Charles. “Ele voltou muito animado com a nuvem e o conceito de uma nuvem corporativa”, disse. Ano passado, a empresa virtualizou todos, menos um de seus servidores de suporte à organização global. Este ano, planeja estender a estratégia para o SaaS, inclusive o ambiente SAP